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sexta-feira, 1 de julho de 2016

EXPOSIÇÃO DAVISUAIS

Como falei neste post, eu estou fazendo parte de uma exposição coletiva de arte contemporânea. Essas fotos foram tiradas na inauguração da exposição, ocorrida no dia 15/06, às 19h. A inauguração foi composta por, também, varias obras de performances, e minha amiga Mayara conseguiu tirar foto de quase todas elas. Na verdade, todas essas fotos que estão aqui no post foram tiradas pela Mayara. 
Eu estou adorando a experiência de esta expondo alguma de minhas obras em uma galeria de arte. Sei que o espaço fala de uma arte instituicionalizada, mas acredito tambem que vários trabalhos ali, em especial as performances, acabam por questionar os limites desse espaço.  

Sobre a roupa que estou vestindo: o vestido e o colete foram feitos por mim. O que mais deu trabalho foi o colete, no qual e todo feito com plastico. Por conta de imprevistos, eu só tive tempo faze-lo por completo um dia antes da inauguração. Mas, vou contar mais sobre essa peça em um post especifico sobre ele. O engraçado foi que um colega, ao me encontrar na galeria, achou que esse colete fosse a obra que ali estaria sendo exposto (minha avó acaba de falar que também achou isso hahaha). O que me fez pensar que de certa forma eu consegui alcançar meu objetivo de vestir uma "obra de arte" e pessoas reconhecer esse movimento. 

Existem mais obras na galeria, mas não conseguimos fotografa-las durante o evento. E durante os outros dias que eu estava na UFES, não tive muito tempo para voltar lá e fotografar o restante das obras.  Mas, todas elas estão maravilhosas. Varias dialogam entre si. Enfim, estou muito feliz com a exposição como um todo. E super recomendo a visita para quem tiver oportunidade. 


Castiel Vitorino, este é o meu nome. 




"Boca silenciosa, estomago gritante", 2015
Performance
Natalie Mirêdia 

Assistindo a essa performance eu só conseguia pensar em um paciente de um hospital psiquiátrico. Mas, conversando com minha amiga Mayara, ela disse que a performance também fez ela pensar em violência sexual. Acredito que as duas coisas podem ser analisadas concomitantemente. A personagem me lembra uma pessoa adulta em estado de infância. E o titulo me faz pensar sobre o porque dessa pessoa ter voltado ao estagio de criança. Visualizo ali um trauma, provocado por um abuso sexual, também.  

Teve um momento em que as meninas da performance "Abajour cor de Carne" se aproximaram dessa performance da Natalie justamente quando ela estava estirada no chão. Minha avó, que também foi na abertura da exposição, enxergou ali uma sincronia entre todos os corpos. Como se as duas performances fossem parte de apenas uma. Uma cena. Depois dela ter me falado isso, outras possibilidades de interpretações surgiram em mim. 




Eu com segurando os beijinhos que minha avó fez para eu levar para o evento. 
Eu e minhas manas 

Oratório, 2016
Heloísa Cardoso
Assemblagem com gaveta de madeira e objetos diversos
Dimensões: 39cm X 51cm



Eu e minhas obras Tensionamentos 





"Tire uma foto com o artista e ganhe R$1,00", 2016.
Jessica Gaparini 
Fotografia +  Performance

Enquanto assistia a performance da Jessica, não conseguia parar de fazer uma associação com a dinâmica capitalista que é capaz de capturar tudo, e consequentemente o artista. Mas ainda me encontro pensando sobre essa performance, não consegui chegar a uma conclusão de fato. E isso mostra o quanto ela me afetou...   






























Abajur cor de carne: o "objeto" das vontades versus o objeto das verdades.
Lissa Tinôco

A Lissa me explicou todo o conceito antes delas performarem, mas na hora a emoção que tomou conta do meu corpo ultrapassou, como de esperado, qualquer racionalidade. Enquanto acontecia a performance, eu só conseguia sentir a dor e a revolta que aquelas meninas estavam demonstrando. Depois, percebi que a performance provocou em mim justamente o que foi proposto por ela. Sem duvidas, essas foi uma das melhores performances que ja assisti. 




"Ensaio para [des]construção do corpo", 2016
Geovanni Lima

Quando o Geovanni começou a vomitar de tanto comer, grande parte do publico demonstrou repulsa. Mas, no fim da performance, parte deste mesmo publico comeu a comida que sobrou da performance, e logo ao lago havia o vômito. 
Isso me fez pensar sobre como nos apropriamos, as vezes sem perceber, daquilo que outrora havíamos negado, passando esse objeto a fazer parte da nossa construção como sujeito. Também pensei em, como que esse objeto pode ser algo nojento, no sentido real da palavra, como por exemplo um discurso de ódio ou o próprio vomito. 
Tudo que temos contato, acaba influenciando o nosso processo de [des]construção.