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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Últimos achados: Yay Jones e SZA + BONUS

Logo no começo das minhas férias eu tive o primeiro contato com alguns artitas, através da internet claro. Descobri bandas, modelos, cantores, e filósofos ótimos. Acredito que todos esses irão aparecer aqui no blog em algum momento, seja de maneira direta ou não. Contudo, existe duas meninas que me agradaram em diversos aspectos. A identidade visual delas é magnificamente emponderada. E vejo que esta rede social precisa de pessoas assim, que desafiam a hegemonia eurocêntrica presente na base dos posts de diversos blogs.

Começo apresentando a vocês a Aya Jones. Ela é uma modelo parisiense de 20 anos. Iniciou recentemente sua carreira no mundo da moda, e nesses primeiros 7 meses de passarela, desfilou para marcas como Prada (<3), Miu Miu e Dior. Aya saiu na capa da Teen VOGUE do mês passado, junto com a Imaah Hammam e Lineisy Montero. Juntas elas formaram um grupo de meninas superpoderosas negras no atual cenário fashion. 
Eu estou encantado com essas garotas, em especial a Aya. E torço muito para que elas,junto com diversas outras modelos negras, consigam desconstruir os muros racistas presentes na moda. 

TUMBLR (esse perfil é administrado por um fan, mas é ótimo para quem quer ficar admirando as fotos da Aya) | INSTAGRAM



Por fim, trouce SZA, uma cantora norte-americana. 
Já era madrugada quando eu recebi o link de um clipe da SZA. Dei play e desde então sou apaixonado por ela. Além de ter uma voz maravilhosa (super recomendo seus lives), ela possui um estilo visual bastante inspirador, que pode ser lindamente notado em seus vídeo clipes. Mas talvez o que mais me chama atenção nela é seu cabelo. Quem acompanha o blog ha algum tempo, deve ter notado eu sou fissurado em cabelos, de todos os tipos, mas em especial os cacheados/crespos e coloridos. E o da SZA, atualmente, encaixa nesses dois grupos. Aliás, por conta dele, ela até deu entrevista para a vestida VOGUE, no qual ela fala sobre sua nova cor.






BONUS:
Já que o post possui mulheres que estão destruindo as barreiras racistas e miógenas existentes em industrias como a da vestimenta e a musical, decidi trazer um clipe da M.I.A que promove justamente isso. Se formos fazer um paralelo com a realidade brasileira, veremos que o vídeo conversa bastante com a vivencia do povo negro. Nesta semana ocorreu duas marchas, uma pelo Orgulho Crespo e ou pelo Orgulho Ruivo. Contudo, enquanto aquela foi ridiculariza e deslegitimada, esta sofreu total apoio.

Este curta foi inspirado em massacres que a população negra sofre ao redor do mundo. Pensando nisso, M.I.A ( que também é negra) inverte as vivências dos grupos sociais: os ruivos passam a ser perseguidos e violentados por policiais. 

Houve então uma censura, acompanhado de um forte sensacionalismo midiático. Alegaram que o clipe é extremamente violento, chegando até a ser repulsivo. O que me deixa revoltado é que a morte brutal porém ficcional de pessoas ruivas causa ainda mais comoção do que os assassinatos e torturas reais que a população negra e diversos outros grupos sofrem diariamente. E foi justamente uma dinâmica racista que aconteceu ( e acontece) no brasil em relação às marchas que gritavam um orgulho fenotípico; vale lembrar que essas manifestações ocorrem todos os dias de maneira individual. A população em sua maioria abraçou a causa de um grupo, o protegeu, deu suporte e apoio. Enquanto para outro, restou apenas xingamentos. 

Enfim, assista o vídeo e tente enxergar a denuncia que ele está fazendo. Porque é exatamente isso que acontece nas favelas brasileiras, por exemplo.  

Até mais. 


M.I.A, Born Free from ROMAIN-GAVRAS on Vimeo.
www.miauk.com www.neetrecordings.com

Director : Romain Gavras
Director of Photography : André Chemetoff
Producer : Mourad Belkeddar
Production company : www.elnino.tv
Executive Production : Gaetan Rousseau / Paradoxal
Special thanks to Lana & Melissa from The Director's Bureau