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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Carta a um antigo companheiro de nado

Demoramos um tempo para criarmos coragem e entramos juntos neste mar de paixões e incertezas. Nos banhamos de amor e raiva. Juntos descobrimos ilhas de liberdade, ilhas de felicidade, ilhas de alegria. Eu adorei  conhecer esses lugares com você. 
Hoje vejo que nós nunca nadamos na mesma velocidade ou profundidade. Isso não é possível, ainda bem. Em vários momentos mergulhamos sozinhos, numa tentativa de encontrarmos paz, silencio. Eu tive medo, confundi alguns de seus mergulhos com afogamento. Quis te estender minha mão, quando o que você precisava era de minha paciência. E hoje a tenho. 
Eu adorava nadar com você, reaprendi contigo movimentos que tinha esquecido. Com você redescobri meu corpo, minha pele. Deve ser por isso que as vezes desejo nadar novamente contigo. A sensação que eu tenho é que agora consigo diferenciar afogamento de mergulho. Esse deve ser o motivo de eu sentir vontade de achar um novo companheiro de nado. Penso que poderia ser você, mas lembro das vezes que precisei de seu (a)braço e não o tive. Contudo, ainda assim continuo desejando novos nados com você, mesmo sentindo que meu corpo não esta habito para isso. 
Para nadarmos juntos novamente, você teria que me apresentar novos movimentos. E eu teria que me esforçar para aprende-los. Eu quero ter essas aulas, quero aprender, sendo você o professor ou não. Sim, quero ser reconquistado e amar novamente, não tenho vergonha ou medo de dizer isso. E você, ainda tem receio desses sentimentos? 
Apesar de tudo, nadar sozinho também tem me feito bem. É estranho, doloroso, confuso, mas necessário. Por conta disso, me pergunto se essa carta é uma maneira de que encontrei de justificar um fracasso, um afogamento. Mas, querer não mais estar solitário é fracassar? 
Enfim, as águas me contaram que você também não esta bem. Tive vontade de te ajudar, porém, aqui de longe não consigo perceber se você esta se afogando ou apenas mergulhando. Para mim também não esta sendo facil. Espero que nós dois consigamos chegar à superfície novamente. 
Ainda me preocupo com você, mande notícias assim que quiser e puder. 

Abraços, daquele que te disse adeus por necessidade, e não por vontade. 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Lembranças de Porto Seguro

Você me plantou em terra fértil, e me jogou num rio que deságua no mar. Perdi pétalas, e produzir novas, da cor daqueles nutrientes afetivos que você regou em mim quando eu estava em terra firme. Você me alertou sobre as correntezas. Você me ensinou sobre as ondas. Eu quis voltar, dai lembrei que você me disse não ser possível nadar contra a corrente. Eu quis desistir, então lembrei que você me falou que sou uma planta forte, que eu iria consegui. Vó, enraizar no mar é muito difícil. Habitar o mar é complicado. Mas eu o quero, o desejo. Estou aprendendo a não me afundar. Como é estar aqui por tanto tempo? Continue me ensinando a sobreviver às tempestades. Como você sempre me alerta: o mar não tem cabelo. Sendo assim, eu te peço: deixe-me então segurar o seu.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

terça-feira, 8 de agosto de 2017